FapUnifesp dinamiza processos de gestão

No cargo desde abril de 2016, a atual Diretora Administrativa da Fundação, Profª Bartira Roza, descreve procedimentos operacionais, fala sobre a elaboração de política de treinamento e desenvolvimento e revela algumas metas que estão em curso para a criação de sistemas de acompanhamento de resultados

São Paulo, 27 de junho de 2016 – A Profª Bartira Roza entende a urgência da vida. Ela tem a clara noção de que um segundo, por mais ínfimo que pareça, pode ser o diferencial para a continuidade da vida de um de seus pacientes. Essa forma de ver o mundo, valorando o tempo em toda sua dimensão, não é para ela mera retórica. Tampouco, um aprendizado teórico. Ela vive essa questão em seu cotidiano profissional, como líder do Grupo de Estudos em Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos – GEDOTT. Sobretudo, sendo uma das profissionais na linha de frente do serviço de transplantes no Hospital São Paulo. “A vida me direcionou para situações limites, na área da saúde. Quando percebi, me vi completamente comprometida com a doação e transplantes de órgãos”.
Graduada em Enfermagem, pelo Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo, por alguns anos, ela trabalhou na iniciativa privada, antes de voltar para a instituição que a formou. “Tenho muito orgulho de ter me graduado e me especializado numa universidade referência, nacional e internacional”. Hoje, dá continuidade a sua carreira profissional como Profª Adjunta da Escola Paulista de Enfermagem. E, desde abril de 2016, tornou-se Diretora Administrativa da Fundação de Apoio da Unifesp. “Recebi o convite da Reitora. Minha motivação, ao aceitá-lo, vem pelo desafio de contribuir para a melhoria dos processos em nossa Fundação, que é de toda a Unifesp.”
Nesta entrevista, ao FapInforma, Profª Bartira fala de objetivos para o segundo semestre do ano. Ressalta ações adotadas na gestão. Reflete o trabalho conjunto da Diretoria; e sobre maneiras as quais a Fundação consegue ser essencial à Universidade, no atual momento de crise financeira da sociedade brasileira. “A Fundação pode e deve ser um importante motor para esta Universidade.”

Como foi o primeiro semestre de 2016 para a FapUnifesp?
Destaco o trabalho da controladoria nesse período. Estamos, com mais objetividade, adotando processos administrativos para a mensuração de resultados para a construção assertiva de metas de trabalho. As metas propostas são elaboradas em consonância com o Planejamento Institucional da Universidade. Construímos, assim, caminhos sólidos para a realidade da instituição hoje e no amanhã.

A gestão da Fundação está sendo impactada pela adoção das metas citadas pela senhora?
Sim, sem dúvida. Os colaboradores da Fundação começaram a olhar seus processos administrativos e mensurá-los para que possamos construir indicadores e produzir melhores resultados. O maior controle administrativo ocorrerá quando todas as ferramentas administrativas necessárias tiverem em execução. Estamos com o Manual Administrativo quase finalizado. Ele sustentará todos os processos desenhados. Isto tem importância singular para nossa prestação de contas. Estamos nesse caminho porque temos um time coeso, com domínio dos processos e com sonhos de melhorias constantemente.

O que motivou a senhora a participar da FapUnifesp?
Recebi o convite da Reitora e minha motivação, em aceitá-lo, surgiu do desafio para contribuir pela melhoria dos processos em nossa Fundação de Apoio. Entrei na FapUnifesp, em 2016, no início de abril. Para mim, o primeiro trimestre foi um desafio, no sentido de compreender as atividades e conhecer seus colaboradores. Inicialmente, percebi oportunidade para melhoria nos trabalhos oferecidos. Podemos avançar com a descrição de procedimentos operacionais, com a elaboração de política de treinamento e desenvolvimento, definição de metas e criação de sistemas de acompanhamento de resultados, com o objetivo de profissionalizar todas as áreas. Para tanto, precisaremos desenvolver um PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional), que demonstre a capacidade da Fundação em apoiar a Unifesp no cumprimento do seu papel social.

Como é trabalhar com os demais integrantes da Diretoria?
Todos nós, Diretores, trabalhamos juntos nos temas da Fundação. Essa união garante uma gestão compartilhada e objetiva. Essa maneira de trabalho é importante para a implantação da missão da Fundação, que precisa estar incorporada em cada um dos colaboradores como valor institucional, pois assim responderemos aos objetivos da Universidade.

O que a Comunidade Acadêmica pode esperar de seu trabalho na FapUnifesp?
Dedicação, empenho e objetividade são alguns aspectos de minhas características profissionais comprometidos com o desempenho de minha função. À Fundação, dedico parte de meu tempo, de forma voluntária, para que deixemos resultados compatíveis com a grandeza de nossa Universidade.

A Unifesp passa por um período de restrição financeira. Como a Fundação pode ajudar a Universidade neste momento?
Construindo caminhos para captação de recursos e, ao mesmo tempo, respondendo a algumas necessidades da sociedade universitária como, por exemplo, ajudar na captação de recursos para termos livrarias, ou lojas de materiais da Universidade, inexistente hoje, apesar da demanda latente.

Como o contingenciamento financeiro da Universidade afeta os trabalhos da Fundação?
Toda e qualquer situação de contingenciamento sempre afeta quem está envolvido nele. Para a Fundação tem impacto direto. Dependemos de outras áreas da Universidade para funcionarmos. Precisamos ser ágeis na resolução de problemas e tomar medidas eficazes. Olhamos nossos resultados, de forma compartilhada, para envolvermos a todos na Fundação e encontrarmos saídas adequadas aos desafios postos.

Quais são os planos para o segundo semestre?
Construir os processos que já se encontram mapeados. Implantar a Política de Treinamento e Desenvolvimento para os colaboradores. Avançar com a formulação do PDI, que responda aos anseios da nossa Universidade. Com todos os processos em conformidade, podemos pensar em certificações de qualidade para a Fundação. Em paralelo, outras ações operacionais, para garantir eficiência e transparência aos processos, estão acontecendo. O trabalho é ininterrupto.

Qual a sua visão sobre o trabalho da Fundação no fomento da pesquisa, extensão e ensino da Unifesp?
A Fundação pode participar de políticas de fomento à pesquisa, sem substituir, é claro, a obrigação do Estado. Mas, sobretudo, construindo parcerias para captação de recursos, possibilitando que mais professores se beneficiem disto, em seus projetos de pesquisa, ensino e extensão. A Fundação pode e deve ser um importante motor para esta Universidade. A caminhada é longa, mas se todos que a assumirem entenderem sua missão para com a comunidade universitária, teremos construído mais do que um lugar de passagem para os recursos. Construiremos um lugar no qual a Universidade se apoia para o futuro.